Atracadouro em Balneário Camboriu

07 de agosto de 2015

O projeto de um atracadouro para navios de cruzeiro no molhe da Barra Sul será apresentado na sessão da Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú, desta terça-feira (4), por interessados no empreendimento.

Esta iniciativa não tem ligação com outra, da Bontur (teleférico), que ainda não passou da fase de ideia.

A proposta é estender o molhe quase 400 metros e dragar seu entorno para permitir que até dois navios atraquem simultaneamente no local. O investimento a ser feito por um grupo interessado ronda os R$ 200 milhões.

O Porto de Balneário como foi chamado, poderia dar um impulso relevante ao turismo da cidade, como ocorre em outros destinos que possuem esse equipamento como Salvador, Búzios, Ilhabela etc.

O autor do projeto, André Guimarães Rodrigues, prático (especialista em manobrar navios) e bacharel em ciências náuticas, está otimista. Ele informou que seria necessário dragar 1,4 milhão de m3 para construir o atracadouro.

Em alguns pontos a profundidade atual é de quatro metros e são necessários aproximadamente 11 metros para o atracadouro ter capacidade de receber a maioria dos navios de cruzeiro que operam na costa brasileira.

Aparentemente o negócio só seria viável se a área a ser dragada não tiver material rochoso que impeça ou encareça a tarefa e que a obra seja estável, o canal não sofra assoreamento que eleve em demasia os custos de manutenção da profundidade.

Mercado

Embora o mercado de navios de cruzeiro no Brasil tenha sofrido forte queda nos últimos anos, ele ainda é expressivo, na temporada 2013/13 foram 600 turistas viajando nos 11 navios que operaram na costa brasileira.

Um porto em Balneário poderia receber o fluxo que vai em direção ao Sul do continente e atender os passageiros dos estados sulistas que hoje precisam se deslocar até Santos.

Ricardo Amorim

06 de agosto de 2015

“Balneário Camboriú tem um fator diferenciado no segmento imobiliário que potencializa o mercado”



O segundo semestre chega como um importante momento para a FG Empreendimentos. Em meio à preocupação econômica, a empresa mantém de forma sustentável a meta planejada e vê neste atual período brasileiro uma oportunidade de crescimento. Auditada pela Ernst & Young, a empresa catarinense tem em sua solidez um forte argumento que, aliado à particularidade da ascensão exponencial do mercado de luxo, contribui para o desenvolvimento previsto. Crise x oportunidade. O tema, aliás, foi o fio condutor do encontro que a construtora promoveu para convidados com o economista Ricardo Amorim. Na lista dos 100 nomes mais influentes do país, segundo a Revista Forbes, Amorim destacou seu otimismo para o futuro próximo e fez uma análise do cenário do mercado imobiliário.
 
Qual a relação da crise com as oportunidades?
 
Ricardo Amorim - Isso acontece no mundo inteiro. É em momentos de crise que o vendedor precisa se reinventar. Uma forma é oferecer condições mais atraentes. É aproveitar os momentos em que a maioria se retrai e ver a chance de se sobressair. Tem uma história de dois vendedores de sapato que foram para a China. O primeiro olhou e disse, aqui é um problema, ninguém usa calçado. Já o segundo pensou, aqui tem um milhão de pessoas que não usam sapato ainda!
 
O mercado de luxo apresenta particularidades neste momento?
 
Ricardo Amorim - Sim, ele continua em ascensão. A principal é que o mercado de luxo tradicionalmente se beneficia mais na crise pela seguinte razão: quando a coisa fica feia, será que meu dinheiro no banco não está correndo risco? Se o investidor tem a capacidade de se precaver, é adquirindo imóvel de alto padrão que ele entende ser o caminho. Isso gera oportunidade para o empresário que também percebe estes detalhes do cenário econômico.
 
E a questão da bolha imobiliária?
 
Ricardo Amorim - Eu não compro a teoria da bolha porque eu resolvi estudar ela a fundo. Se a gente pegar os últimos 115 anos no mundo, nenhuma bolha estourou com menos de 50% do PIB de crédito imobiliário. O Brasil tem atualmente 9%. Um dos fatores desta preocupação é a tendência do brasileiro em comparar os preços dos imóveis. Eu peguei 570 cidades, em 130 países, e fui ver quanto custam os imóveis e quanto é o salário após o Imposto de Renda, para ter a relação mais precisa de comparação. Se eu comparo o Brasil com o resto do mundo, não está caro comprar imóveis no país. Dos 130 países que eu pesquisei, 38 são mais caros do que o nosso. Todos eles emergentes, algumas superpotências como Cuba, Papua Nova Guiné e Síria.  Como investimento em imóvel é em longo prazo, o imóvel é sim o melhor investimento neste momento.
 
Por que Balneário Camboriú tem esta visibilidade no mercado?
 
Ricardo Amorim - Balneário Camboriú tem um fator diferenciado no segmento imobiliário porque tem um alto índice de investidores de fora da cidade, o que potencializa o mercado.
 
Que dicas daria ao mercado imobiliário?
 
Ricardo Amorim – Primordialmente é preservar algo que é fundamental no momento de incerteza: o caixa. Este caixa favorável vai contribuir na manutenção da empresa ou pode dar a chance de aproveitar grandes oportunidades. São situações que surgem com a crise. Isso vale para o lado do comprador. Pelo outro lado, as pessoas misturam o que é a perspectiva de quem constrói e a perspectiva do corretor. O mercado imobiliário está em crise? Depende de como você vê. A FG continua vendendo, porque está sustentada e tem solidez. Mas há outras construtoras que estão em situação complicada porque estão em outro nicho de mercado. Dizer que o setor imobiliário está em crise como um todo é irreal. Estão em dificuldade as empresas que atuam no padrão médio brasileiro.
 
Primeiro semestre marcante e perspectivas de crescimento para encerrar 2015
 
“As demonstrações financeiras auditadas pela Ernst & Young, acompanhadas do excelente parecer sem ressalvas, evidenciam o crescimento sólido da FG Empreendimentos, consolidando o processo de governança corporativa e profissionalização do Grupo FG. Aliado a isso, renovamos a parceria vitoriosa com a atriz Sharon Stone, garota-propaganda da construtora desde 2012. Ela fez questão de manter seu nome ligado à marca devido às características de solidez, qualidade, segurança, eficiência e responsabilidade social que fazem parte do DNA e de todos os projetos da FG”, diz o diretor presidente, Jean Graciola.
 
O diretor comercial da FG Empreendimentos, Altevir Baron, comenta que o primeiro semestre foi de celebração. “Nós construímos uma excelente oferta para que o nosso cliente tivesse um excelente negócio. Os primeiros seis meses foram fantásticos e, os próximos, iremos fazer tão bons quanto os primeiros”. O executivo reforça que o investidor quer preservar seu capital, quer encontrar uma relação de atratividade no mercado imobiliário e a FG está pronta para discutir ideias, ouvir propostas e customizar relação pessoal para cada cliente.